domingo, 29 de março de 2009

SP FUNK-O LADO B DO HIP HOP(ADORAVA BATER CABEÇA AO SOM DESSES CARA)


1. Introdução
2. Funk 2001
3. Viaje
4. Por Onde For
5. Enxame
6. Vai Subir
7. Legião Estrangeira
8. Cuidado
9. Na Vida
10. Fúria De Titãs
11. Vinheta
12. Falsidade No Jogo
13. Fora De Foco
14. Queda
15. Segue A Rima
16. 4 Cavaleiros
17. Última Sentença


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LEMBRO ATE HJ O SABOTA PULANDO POR CIMA DOS MANOS,BATENDO CABEÇA COM A GALERAA,ERA MUITO BOM SEU SHOW IRMÃO,ESTEJA EM PAZ ONDE ESTIVER!!!SINTO FALTA DE SHOWS ASSIM NO RAP NACIONAL!

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Mauro Mateus dos Santos (São Paulo, 13 de abril de 1973São Paulo, 24 de janeiro de 2003) foi um rapper brasileiro, um dos mais importantes de todos os tempos. Antes de ser cantor, ele era traficante na Zona Sul de São Paulo. Realizou sua primeira composição em 1985. No final dos anos 80, ainda adolescente, participou de um concurso de rap no salão Zimbabwe, em São Paulo. Estavam presentes Mano Brown e Ice Blue, dos Racionais MC's, que ficaram entusiasmados com sua apresentação. Foi o impulso para iniciar sua carreira.



Suas músicas falam de violência policial, drogas, miséria e sempre fala da Zona Sul e favela do Canão onde nasceu e morava. Além de ser muito talentoso como cantor, atuou em três filmes: O Invasor, Carandiru e um documentário sobre sua vida que leva seu nome.
Sabotage morreu em 2003 perto de sua casa na Zona Sul de São Paulo. Levou quatro tiros, 2 na coluna, 1 na mandúbula 1 na cabeça.
Fez várias participações como na música Dorobo do BNegão, Nem Tudo está Perdido do Posse Mente Zulu e etc.
Sabotage-Uma Luz que Nunca Irá se Apagar


01. Mun-Rá (Instituto)
02. Dorobo (BNegão)
03. Dama tereza (Instituto)
04. Piripac (Familia RZO)
05. Nem tudo esta perdido 06. Cabeça de nego (Instituto)
07 .Aracnideo
08 .Mosquito
09 .O invasor
10. Black Steel In The Hour of Chaos (Sepultura)
11. O Retorno (AC DC A Prisão)
12. País da Fome Parte II
13. Vira lata S/A - (Difunção)
14. Giria Criminal - (part.Jacksom,Trilha sonora do gueto e Z'Africa Brasil)
15. O gatilho
16. Ti,TI,TI (Familia RZO)
17. Dj cia (Familia RZO)
18. O enxame (Sp funk e Familia RZO)
Rap 2 Rue (2007) French Rap(OMELHOR DO RAP FRANCES)

02 Nessbeal - Du sale
03 Sinik - J'en place une
04 Zoxea - 60 piges
05 Lim feat. Pont de Sevres - Handek v'la tous illicites
06 L'Skadrille (78&95) & Salif Keita - Nous pas bouger 2006
07 AP (113) feat. Grodash - Comment ca on rentre pas?
08 Ol' Kainry - Jamais
09 Al K-Pote (Unite 2 Feu) & Six Coups MC - Banlieue Sud
10 Diomay & RMA2N - Dirty 2 rue
11 Faraj & Escobar Macson - L'appat du gain
12 Seven & Larsen - Un cri d'espoir
13 Kennedy - Nique sa mere
14 La Brigade des Mineurs & Les Freres de la Rue - Rap2Rue
15 Smoker feat. Pit Baccardi & Al Peco - Cash Money
16 Two Naze & Sniper - L'angoisse d'une mere
17 LMC Click & Salif - Pop ce negro
18 EXS (Nysay) & Kool Shen - Ainsi va la vie
19 Mr R feat. Seth Gueko, Sefyu, Kery James, Alibi Montana & Youssoupha - Unissons nos voix
CD 2
01 Kamnouze - Fat
02 Mo (Posse 33) - J'fous ma cagoule
03 Kalash l'Afro - Legitime
04 Keny Arkana - Jeunesse de l'occident
05 Jamal, El Matador, Gringe & Brasco - Si tu veux test'2
06 BD Banx (Belgique) - Claque des doigts
07 Segnor Alonzo feat. Soprano (Psy4) & S.Teban - The World Needs You
08 Mysa - Je rappe
09 Al - Convictions urbaines
10 Aziatik feat. Sat & Le Rat Luciano (FF) - Survivants
11 Le Konflit & Medine - Asile politique
12 Miasto - Docteur
13 Sam's - Un nouveau jour, un nouveau billet (Dony Remix)
14 Issam feat. MR - Un etat des lieux
15 Lune Rouge & Medine - Defaites
16 Akissa - Viens
17 Desty Nyoka - T'as cru quoi?
18 Radero - Sans titre
19 Esprit Mal'1 - Sous le signe de la resista
Snoop Doggy Dogg - Legend Of Hip Hop 2007


1. Never Leave Me Alone - Nate Dogg, Snoop Dogg,
2. Fist We Pray - Nate Dogg, Kurupt the Kingpin, Snoop Dogg,
3. Ballers' Night Out - Warren G., Snoop Dogg, ,
4. Puppy Love - Daz Dillinger, Nate Dogg, Kurupt the Kingpin, Snoop Dogg,
5. Getcha Girl Dogg - Jay-O-Felony, Snoop Dogg, , Soopafly
6. Dogg Pound Gangstaville - Nate Dogg, Kurupt the Kingpin, Snoop Dogg,
7. Dogghouse - Snoop Dogg,
8. What Dew U Mean - Kurupt the Kingpin, Snoop Dogg,
9. Me and My Homies - Nate Dogg, Snoop Dogg, , 2Pac
10. No More Games - Nate Dogg, Prince Ital Joe, Snoop Dogg
11. Friends - Nate Dogg, Warren G., Snoop Dogg,
12. I Don't Wanna Hurt No More - Nate Dogg, Danny "Butch" Means
Snoop Dogg - Ego Trippin [2008] Might be fake
01. Get Rich And Die Tryin' (3:55)
02. Ridin' Featuring Terace Martin Problem & Scar (4:03)
03. Sensual Seduction (4:07)
04. Neva Hafta Worry (5:14)
05. Flashbacks Featuring Warzone (4:06)
06. Fear & Respect (4:31)
07. Hi-Definition (OG) Featuring Lupe Fiasco & Pooh Bear (3:51)
08. Hoe, Hoe, Hoe Featuring Nate Dogg (3:57)
09. Sexual Eruption (Remix) Featuring Lil' Kim (4:32)
10. Father Hood (Skit) (0:39)
11. Thou Shall Not Kill Featuring Mobb Deep (4:18)
12. Mind Right Featuring Lil Wayne & Katt Williams (5:17)
13. What It Do (4:07)
14. Sensual Seduction (Remix) Featuring Robyn (4:21)
15. Blast Featuring Kurupt (4:10)


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Download: Snoop Dogg - Ego Trippin'http://rapidshare.com/files/91878785/snoop_dogg_-_ego_trippin.rar

Password: limeou

Download: Snoop Dogg - Ego Trippin
'http://www.filefactory.com/file/5eb7b0

Password: limeouDownload: Snoop Dogg - Ego Trippin'

http://letitbit.net/download/fae69a626642/snoop-dogg---ego-trippin.rar.html

Password: lime
MARCELO D2(CLIKE NA IMAGEM PARA DOWNLOAD)


01 Meu Samba é Assim
02 Sinistro
03 É Assim Que Se Faz
04 É Preciso Lutar
05 Nunca Esquecer
06 Pra Que Amor - Part. Esp. Alcione
07 Lapa - Part. Esp. Marechal e Aori
08 Malandragem
09 (Um Filme) Malandragem
10 Falador
11 Dor de Verdade - Part. Esp. Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz
12 Nega
13 That's What I Got.mp3
14 Gueto - Part. Esp. Chali Tuna
15 Carta Ao Presidente
Marcelo D2,Mc Marechal,Aori-Sabado Zoeira(Muito Pedido)


SENHA:www.djvinited.blogspot.com a senha só funciona digitando! hehe
Wu Tang Clan VS G Unit

Dr Dree-2001


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Dr. Dre - Instrumental World V.38

01. Dr Dre - Deep Cover (feat. Snoop Dogg)
02. Snoop Dogg - Gin & Juice
03. Dr Dre - Still D.R.E. (feat. Snoop Dogg)
04. The Firm - Phone Tap
05. Dr Dre - Put It On Me (feat. DJ Quik)
06. 213 - Game Don’t Wait (remix) (feat. Xzibit)
07. Busta Rhymes - How We Do It Over Here (feat. Missy Elliot)
08. The Game - How We Do (feat. 50 Cent)
09. Snoop Dogg - B Please (feat. Xzibit)
10. Dr Dre - Bad Intention (feat. Knocturnal)
11. Obie Trice - The Set Up
12. G-Unit - Poppin Them Thangs
13. 50 Cent - In Da Hood (feat. Brooklyn)
14. The Firm - Five Minutes To Flush
15. Busta Rhymes - Break Ya Neck
16. Warren G - Lookin At You (feat. Toi)
17. Knocturnal - Strs Westcoast
18. Eminem - What You Say
19. Obie Trice - Oh! (feat. Busta Rhymes)
20. Eve - Satisfaction
21. Mack 10 - Hate In Yo Eyes
22. Dr Dre - The Next Episode (feat. Snoop Dogg)

23. Snoop Dogg - Lay Low
24. Dr Dre - Been There Done That
25. Knocturnal - Knoc (feat. Dr Dre & Missy Elliott)
26. Eminem - Guilty Conscience (feat. Dr Dre)
27. Obie Trice - Shit Hits The Fan (feat. Dr Dre & Eminem)
28. Dr Dre - The Wash (feat. Snoop Dogg)
29. Dr Dre - Zoom (feat. LL Cool J)
30. Dr Dre - Group Therapy (feat. Nas, Krs-One, RBX & B Real)
31. Eminem - Just Lose It
32. Busta Rhymes - Get You Some (feat. Q-Tip & Marsha)
33. Snoop Dogg - Just Dippin’ (feat. Dr Dre & Jewell)
34. Eve - Let Me Blow Ya Mind (feat. Gwen Stefani)
35. Mary J. Blige - Family Affair
36. 50 Cent - In Da Club
37. Dr Dre - Forgot About Dre (feat. Eminem)
38. 50 Cent - Backdown
39. Bilal - Fast Lane

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Morre aos 28 anos DJ Primo, integrante da cena hip hop nacional
,

Produtor tocou com Marcelo D2 e participou do projeto 'Brasilintime'.Ele trabalhava no programa 'Manos e Minas', ao lado de Rappin Hood.
Do G1, em São Paulo
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Foto: Divulgação
DJ Primo (Foto: Divulgação)
Morreu na madrugada desta segunda-feira (8) no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o DJ Primo, aos 28 anos, de parada cardíaca. Após um breve velório no Araçá, em Pinheiros, o corpo será levado para Curitiba, onde mora a família do artista. Ele era casado com a modelo Patricia de Jesus.
Paranaense radicado em São Paulo, Alexandre Muzzillo Lopes era figura ativa na cena de hip hop brasileira, como DJ e produtor de eventos. Ele atuou ao lado do rapper Marcelo D2 e participou do projeto “Brasilintime”, que deu origem a um documentário. Ele fazia parte do elenco do programa “Manos e Minas”, exibido pela TV Cultura, ao lado do rapper Rappin Hood.
"Ele vai fazer muita falta", disse Rappin Hood, em comunicado divulgado à imprensa. "A cena do hip hop brasileiro perdeu um de seus principais DJs. Ele aliava a técnica ao estilo pessoal, além de ser muito querido e de ter conquistado todos os DJs da velha guarda. Era um cara altamente respeitado e conceituado. Um dos poucos com nível para competir internacionalmente e representar o Brasil."
Primo tocou na capital paulista pela primeira vez em 1999. No ano seguinte, participou da final do campeonato Hip Hop DJ. Em 2002 mudou-se definitivamente para São Paulo, onde se apresentou com o produtor norte-americano Afrika Bambaataa e com o californiano Lyrics Born, parceiro de DJ Shadow. Durante esse período, tocou também com Mamelo Soundsystem, Max B.O. e Otto.
A partir de 2003, passou a se apresentar com Marcelo D2, com quem tocou durante três anos, mas não parou de trabalhar em outros projetos, ao vivo e em estúdio. Além do próprio D2, DJ Primo produziu a MC Cindy, a dupla Helião & Negra Li, e participou do projeto Brasilintime, sessão de improviso entre bateristas lendários e feras do scratch (arte de produzir ruídos com os toca-discos).
Apocalipse 16 - Arrependa-se

Músicas
1. Intro: Não Venda Sua Alma
2. Não Venda Sua Alma
3. Quem Não Cre Está Condenado
4. A Chave da Vida
5. Chegou o Carnaval
6. Intro: Minha Oração
7. Minha Oração
8. Intro: Choro e Ranger de Dentes
9. Choro e Ranger de Dentes
10. Arrependa-se
11. Meu Mano
12. Não Perca Sua Vida Na Noite
13. Poder Pra Revolucionar
14. Um Mundo Bem Melhor
15. Cai' Com A Babilônia (ou Brilhe Na Luz De Jesus)
16. O Princípio das Dores

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Apocalipse 16 - Antigas Idéias Novos Adeptos - 2002


Músicas

1. Obrigado

2. A Chave Da Vida

3. Poder Pra Revolucionar

4. Não Perca Sua Vida Na Noite

5. Caiamababilonia

6. Não Venda Sua Alma

7. Um Mundo Bem Melhor

8. Eu Nunca Vou Morrer

9. Pros Mano Um Salve E Pras Mina Um Beijo

10. Só Bam Bam Bam

11. Responsa

12. Milicia

13. O Sálario Do Pecado

14. No Blef

15. Ho Ho Ho (tô Na Paz Do Senhor)

16. Paz Nas Quebradas





Apocalipse 16 - D'alma - 2005






Músicas


1. O Caminho para o Bom Tempo


2. Bons Tempos


3. Maus Tempos


4. D' Alma


5. Louve a Deus (Praise Allah)


6. Tributo A Ieovah ( Versão Apc 16)


7. Dance na Chuva


8. Moisés Negro (Black Moses)


9. Pensa Nisso (Falso MC)


10. Deus Esperava Mais


11. Tema dos Guerreiros


12. Na Missão


13. Compensações


14. Amor Incondicional


15. 3 Cruzes16. Melancolia


17. Interlúdio


18. É Mentira


19. Ezocomadmutnangai


20. Muita Tretze


21. Frand Finale


22. Santo Sangre


- Bônus









Apocalipse 16 e Templo Soul - 2006
















1. Apocalipse e Templo Soul



2. Chicote Estrala



3. Último dia



4. Firme



5. Todos têm pressa



6. Um momento



7. Canção para o meu herói



8. Canto dos firmeza



9. Um passeio



10. Slaps e Scratches



11. Entra no clima



12. Fogo cai



13. Te louvarei



14. Oh vem!



15. Opostos



16. Tá cruel



17. Tudo pode mudar












Apocalipse 16 - 10 Anos - 2006














Músicas







1. Maus Tempos







2. Poder pra Revolucionar







3. Não Perca Sua Vida na Noite







4. Quem Não Cre Está Condenado







5. Paz nas Quebradas







6. Minha Oração - Parte 1







7. Muita Treta







8. Não Venda Sua Alma







9. Alivio







10. Eu Nunca Vou Morrer







11. Mó Blef







12. Bum, Bum, P































Apocalipse 16 - Ao Vivo - 2006





Músicas





1. 2ª Vinda - A Cura





2. A Chave da Vida





3. Não Perca Sua Vida na Noite





4. Tributo a Jeovah (Versão APC 16)





5. Paz Nas Quebradas





6. Muita Treta





7. Ho, Ho, Ho, Tô na Paz do Senhor





8. Caia com a Babilônia ou brilhe na luz de Jesus





9. Só Bam Bam Bam





10. Bons Tempos





11. Deus Esperava Mais





12. Tema dos Guerreiros (Remix)





13. Nova África Celestial































APC 16 Pregador Luo Apresenta 7T - SP



















Músicas






01 - Luo - Vou Colher Sorrindo






02 - Sérgio Saas & Luo - Eu Não Vou Parar






03 - FLG, Silvera & Luo - Achei






04 - Ton Carfi & Jessé & Luo - Preparar, Apontar, Fogo






05 -Convocados & Luo - O Início Do Fim






06 - Luciano Claw, Lito Atalaia & Luo - Milagres Acontecem






07 - Viviane Carvalho & Luo - Eu Te Amo Tanto






08 - Luciano Claw, Aline & Andreia & Luo - Meu Amigo






09 - Robert MC" - Pai, Ouve Minha Prece






10 - Jackeline Ribas & Luo - Conheça Jesus






11 - Rogério Sarralheiro & Luo - Alvo Mais Que A Neve






12 - Sacerdotes MC's & Luo - Ideia Forte






13 - Capitania 33 & Luo - Cidade De Neon






14 - Coral Resgate & Luo - Nada Vai Me Deter


















Respire fundo - Acústico



Faixas:
1. Abertura
2. Respire Fundo
3. Fora Quem Usa
4. Ira dos 20
5. Intro 1980
6. 1980
7. Se Renda
8. Incline Seus Ouvidos
9. Plano do Aborto
10. Edvaldo Silva
11. Naquela Sala
12. Novo Dia
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a mixtape jah-é foi idealizada pelo grupo o sintenella do estado do paráe chamou varios grupos do brasil:

O Time que marcou presença na [Jah-É]!
-Principio do Fim (BAHIA)
-Paulo Poeta (SÃO PAULO)-
D’Cristo (MINAS GERAIS)
-Cenáculo (SÃO PAULO)-
Nobre Spirit (SÃO PAULO)-
Prova Viva (SANTA CATARINA)
-R.D.M.J (PERNAMBUCO)
-Mudança de Postura (GOIÁS)
-Uservos (GOIÁS)
-Pentecostais (ESPIRITO SANTO)
-Lippe C. (GOIÁS)-
Conexão Resgate (PARÁ)-
Sonic Pazes (SANTA CATARINA)

Para baixar a mix tape

click aqui
Seção Rap Gospel Para os Irmãos


1. Alibi Pra Morte
2. Meu Rap
3. O Seu Crime Compensa?
4.Tudo O Que É Verdadeiro
5. Material Bélico
6. De Volta A Cena
7. Evangelôco
8. Cama De Gato
9. Animal Cego

Download
Crioulo Doido-Ainda da tempo

Intro
É o Teste
Rap é Forte
Voz e Violão
Tô Pra Vê
Chega
No Sapatinho
Morto vivo
Ainda há Tempo
Sabedoria de Ébano
Atenção
Demoro
Rádio Criolo
Casca de Ovo
Breáco
Chuva Ácida
Roba a Cena
Aprendiz
A Real
Radio criolo
Até me Emocionei
Agradeço a Quem Devo (Escuta)


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sábado, 28 de março de 2009

esse é o cara


Consciência Humana - Agonia Do Morro
1-Abertura
2-Vai Playboy
3-Mente Carregada
4-Agonia do Morro
5-Dia de Revolução
6-Pilantragem da Farda
7-Suspeito
8-Rajada Parte III
9-Território Leste
10-Raciocine
11-Alerta Geral
12-Estratégia
13-O Rap Não é Moda
14-Qual Que Pá
15-Muita Treta
16-Rap nas Quebradas
17-Ruas de Sangue
18-Rap nas Quebradas II
19-Ruas de Sangue II
20-Basta Violência


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Consciência Humana - Entre A Adolescência E O Crime


01 - Abertura
02 - Rato Cinza Canalha
03 - 121 (Rajada Parte II)
04 - Periferia Segue Sangrando (Feat. Japão e X Câmbio Negro)
05 - Entre a Adolescência e o Crime
06 - Geral
07 - Viagem
08 - Amigo de Infância
09 - Lembranças
10 - Lei da Periferia
11 - Periferia Tem Seu Lado Bom
12 - Reflexão
BLACK ALIEN-BABYLON BY GUS
1. Mister Niterói
2. Caminhos do Destino
3. Babylon by Gus
4. U-Informe
5. Como Eu Te Quero
6. Umaextrapunkprumextrafunk
7. Estilo do Gueto
8. Primeiro de Dezembro
9. Na Segunda Vinda
10. Perícia na Delícia
11. América 21
12. From Hell do Céu


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sexta-feira, 27 de março de 2009


Racionais Mc's na Mídia: Criminalização do Hip Hop

Mais de 3 milhões de pessoas (3 vezes a população de Campinas!) se reuniram na madrugada de sábado para domingo na Praça da Sé para assistir a um show da virada cultural. Vários amigos meus daqui de Campinas foram ao show. Uma oportunidade rara: Racionais Mc’s de graça, na faixa...Vou me ater aos comentários e interpretações sobre alguns fatos e algumas notícias que tive por parte de alguns membros do movimento com quem conversei. As notícias da imprensa burguesa estão nos links abaixo.É verdade que em shows de rap ao ar livre que contam com a segurança “garantida” pela PM o clima fica tenso o tempo todo. Existe uma rivalidade aí, todos sabemos.Os “pretos” cançaram de apanhar e resolveram extravasar seus sentimentos, e isto é feito em forma de rimas. A polícia não pode admitir isso...
Porém, é verdade também que é comum em qualquer show que aglomere um número tão grande de pessoas ocorram problemas. Qualquer ser humano, agressivo ou descontrolado, sendo rapper ou não, ao se encontrar em uma situação onde a multidão lhe dá cobertura, aproveita a situação para extrapolar impunemente. Assim aconteceu no show “AMIGOS” (Chitãozinho e Xororó, Zezé de Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, etc.), com apoio da Globo, há uns anos atrás, quando mais de 100 mil pessoas presenciaram a morte de mais de 10 pessoas após um tumulto. Depois, assistimos ao “silêncio” da imprensa sobre os fatos (o caso foi flagrantemente “abafado”). Ninguém viu as câmeras da globo filmando as pessoas que morreram pisoteadas. Quando o tumulto acontece em um show do Racionais, os jornalistas carregam na tinta logo na seqüência, automaticamente. É a vingança dos jornalistas “playboys” que são ignorados e rejeitados pelos “negrões carecas semi-analfabetos da periferia”, bem ao gosto dos interesses editoriais da imprensa burguesa (e racista) e da classe social que ela representa. Já consigo ver o Datena e outros, em seus programas sensacionalistas, destilando seus venenos amanhã (segunda, 7 de maio de 2007).Existe uma tentativa de criminalização do Hip Hop, através da deturpação da imagem de seu maior expoente, em curso já há alguns anos.


O Racionais Mc’s chega a atingir a casa dos milhões de cópias vendidas com seus álbuns alternativos, sem esquema com Faustão ou musica em novela. O grupo de rap paulista não permite que sua imagem seja associada ao projeto de responsabilidade social da Globo (com iniciativas como a parceria com o MV Bill) ou até mesmo a tentativas de diálogo da emissora com o público do Hip Hop (como Cidade de Deus, Antonia, etc.). Televisão, para eles, no máximo um programa “Ensaio” na Cultura ou um videoclipe na MTV. Imprensa escrita, só a imprensa alternativa do movimento, às vezes uma Caros Amigos... Isto mexe com os brios da “toda poderosa”. E com os brios dos jornalistas de plantão que não conseguem acessar o grupo.A mídia evita demonstrar ao público a trapalhada que os tucanos fizeram ao organizar este show. Subestimaram a capacidade de atração de público do Rap, permitiram que a polícia interferisse da pior forma possível e fizeram um evento desorganizado que gerou revolta pelo atraso e desrespeito com o público (que não era o mesmo dos outros evento, é claro...), porém saem ilesos do processo. Segundo editorial de um jornal da emissora Globo News, “dos 350 eventos da virada cultural apenas neste houve ocorrência e o prefeito Kassab garantiu que a virada vai continuar”. Para eles, apenas neste evento haviam vândalos criminosos, o que explica o tumulto. Para o Hip Hop, foi o único evento onde a polícia agrediu o público, onde o estado reprimiu a população de forma irresponsável. Há muito a ser refletido sobre este evento, tanto pelas lições que as interpretações dos fatos vão gerar na sociedade em geral, quanto pela reflexão a ser feita sobre a própria postura do movimento Hip Hop, um movimento que tenta se afirmar enquanto manifestação artística ao mesmo tempo em que faz militância social e possui várias facetas, muitos matizes.







Em nenhum momento o Racionais Mc’s incitou o público a um confronto com a polícia. É correta e evidente a constatação de que suas músicas denunciam a violência policial de uma forma contundente. Porém, entre uma música e outra, quando a confusão começou, as palavras de Mano Brown buscavam esfriar os ânimos e encerrar o conflito. Fora o “tapa na cara” da crítica das letras e as palavras de ordem do público que realmente provocava os policiais, para que a verdade seja estabelecida, o que ocorria no show até que a polícia entrasse em ação é o corriqueiro em qualquer evento de grande porte, de qualquer gênero musical, que envolva um número tão grande de pessoas. Não justifica a ação da tropa de choque ao estilo “invasão do carandiru”.Quando os “garotos de rua” (o que eles querem com este termo...) subiram na banca de jornal (para assistir o show de uma posição melhor, e não invadir e roubar os apartamentos, conforme noticiou a Folha), na sacada de prédios e até mesmo nas caixas de som do evento, simbolicamente estavam buscando um lugar no “camarote”, nem que fosse somente por alguns segundos. Era o momento para ter voz e vez. Isto significa o Hip Hop na vida de muitos jovens da periferia: a conquista da auto-estima, a tentativa de compreensão e denuncia da realidade opressiva do Brasil, ou até mesmo um grito para a sociedade de “eu existo” e “assim as coisas acontecem onde eu moro e em minha vida”. Algo inadmissível aos olhos da elite de nosso país. Quando os policiais reagiram às “provocações” e “insultos” com balas (de borracha e de verdade), gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral (o que realmente causou o tumulto, pois a multidão reagiu à altura com garrafas, pedras e tudo que houvesse por perto, inclusive destruindo tudo em sua volta enquanto fugiam das borrachadas...), era a burguesia reagindo por meio de outros cidadãos da periferia (que irônico...), mal pagos, mal preparados, mal equipados, e que encontraram uma boa oportunidade para deixar aflorar o seu ódio e desabafar sua frustração cotidiana. Eles queriam participar da festa. E conseguiram.Impressionante a postura do Suplicy no show e nas entrevistas: preciso e na medida certa, como tem sido a alguns anos em relação ao movimento hip hop. É impressionante como a sociedade se diverte com algumas atitudes do senador, como quando ele cantou um rap do Racionais Mc’s (Um Homem na Estrada, por sinal um clássico) no Jô Soares ou no Senado. Muitas vezes, até dentro do PT há quem ria de posturas do Suplicy como esta. Sintomático. Na maioria das vezes, quando rimos, o fazemos por perceber que algo foge completamente do padrão estabelecido como "normal". Atitudes como a de Suplicy, de tentativa de diálogo (mesmo que trôpega em alguns momentos) com o movimento popular, se tornaram coisa rara - e engraçada - dentro do PT...Não que eu queira ter a pretensão de colocar o Hip Hop no mesmo nível de um MST. Guardemos as devidas pretensões e respeitemos as particularidades de cada movimento. Apesar de acreditar que o Hip Hop possui um grau de radicalidade parecido com o do MST, precisa aprender muito com o MST em termos de direcionamento organizativo e político. Mas vale uma reflexão a respeito.
Um pouco de opinião inviesada:Manchete o portal globo.com: “Show dos Racionais termina em quebra-quebra e confronto entre platéia e polícia”Link:
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL32020-5605,00.htmlManchetes da Folha Online: “Virada Cultural se transforma em campo de batalha no centro de SP” e Relato da Virada: "Vi um homem erguer uma arma e atirar"Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135031.shtmlLink: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135041.shtmlManchete do UOL: “Polícia e público entram em confronto em show do Racionais na Sé”Link: http://musica.uol.com.br/ultnot/estado/2007/05/06/ult4522u4.htm
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Criminalização do Hip Hop II


Quanto mais analiso, mais me parece evidente. Seguem mais algumas informações passadas por parceiros/as que estiveram na Virada Cultural e me expuseram os fatos em suas versões:1 - Desde muito antes do Show do Racionais Mc´s haviam pessoas em cima da famigerada Banca de Jornal, que a PM de São Paulo defendeu com tanta garra. Aliás, havia gente em cima dos banheiros químicos, dos postes, e pasmem: até nos mastros das bandeiras da Praça da Sé... No show do Nação Zumbi mesmo, conforme e-mail que recebi, por volta das 24 horas, a banda pedia para que o público descesse para não se machucar.2 - Até a hora do show, a polícia "passou" pelo evento e não se manifestou em nenhum momento sobre o público que improvisou seus "camarotes"... Na hora que o Racionais subiu no palco, parece que o efetivo inteiro da polícia chegou de repente, inclusive o Choque! Que coincidência!3 - Havia, é bom deixar claro, muita gente fazendo uso de entorpecente, álcool, etc. Aliás, como acontece em qualquer show, inclusive frequentados pela elite.4 - A desculpa de que o atraso revoltou o público não cola. Eu mesmo já vi no mínimo uns 30 shows do Racionais em Campinas, em São Paulo e em outros lugares. Não me lembro de algum deles ter começado no horário. Também não me lembro de ter visto tamanha confusão por conta de atrasos. Isto não isenta o Kassab de suas responsabilidades (nem o Serra, como alguns tentam fazer). Em todos os shows do Racionais eles abrem espaço para grupos menores se apresentarem antes do show deles. Acho isso, inclusive, algo que todo grupo consagrado deveria fazer.5 - Muita gente foi assistir a Virada Cultural. Foram ver Alceu Valença, Chico Sciense e Nação Zumbi, e outros foram para passear apenas e se divertir, sem nem saber quem iria tocar (o que é muito comum na Virada Cultural...). Bom, mas o público que tumultuou o evento, ah! Eram todos fãs do Racionais Mc´s, de carteirinha. A imprensa mapeou um por um... Isto sem falar que nas notícias parece que somente o Racionais Mc´s tocou no dia... Era um show exclusivo!Por fim, cada vez mais parece muito óbvio quem foram os verdadeiros responsáveis pelo tumulto...
(inspirado em texto do Clodoaldo - Resumo do Jazz)

20 de Novembro

África Brasil
Jorge Ben
Eu quero ver o que vai acontecer
Eu quero ver o que vai acontecer
Quando Zumbi chegar
Zumbi é senhor das guerras
É senhor das demandas
Eu quero ver o que vai acontecer
Quando Zumbi chegar
Angola gongô benguela
Monjolo capinda nina
Quiloa rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há
Uma princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados num carro de boi
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Angola gongô benguela
Monjôlo capinda nina
Quiloa rebolo
Aqui onde estão os homens
Dum lado cana de açúcar
Do outro lado o cafezal
Ao centro senhores sentados
Vendo a colheita do algodão tão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Quando Zumbi chegar
O que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
É senhor das demandas
Quando Zumbi chega e Zumbi
É quem manda
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Revolta da Chibata
Mestre-Sala dos Mares(João Bosco e Aldir Blanc)Há muito tempo nas águas da GuanabaraO dragão do mar apareceuNa figura de um bravo marinheiroA quem a história não esqueceuConhecido como almirante negroTinha a dignidade de um mestre-salaE ao acenar pelo mar, na alegria das regatasFoi saudado no portoPelas mocinhas francesasJovens polacas e por batalhões de mulatasRubras cascatasJorravam das costas dos negrosEntre cantos e chibatasInundando o coraçãoDo pessoal do porãoQue a exemplo do marinheiro gritava, então:Glória aos piratas, às mulatas, às sereias,Glória à farofa, à cachaça, às baleias,Glória a todas as lutas inglóriasQue através da nossa históriaNão esqueceram jamais...Salve o almirante negroQue tem por monumentoAs pedras pisadas do cais(Mas, salve...)Salve o almirante negroQue tem por monumentoAs pedras pisadas do cais

O Almirante Negro



"Nós marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha Brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá, e até então não nos chegou, rompemos o véu negro que nos cobria aos olhos do enganado e patriótico povo. Achando-se todos os navios em nosso poder, tendo a seu bordo prisioneiros todos os oficiais... Reformar o código imoral e vergonhoso que nos rege, a fim de que desapareça a chibata, o bolo, e outros castigos semelhantes; aumentar o nosso soldo... educar os marinheiros que não têm competência para vestir a orgulhosa farda... Tem V. Excia. o prazo de 12 horas para mandar-nos a resposta satisfatória, sob pena de ver a pátria aniquilada... (assinado) marinheiros."Este foi o ultimato enviado ao presidente da República, Hermes da Fonseca, pelo grupo de marinheiros rebeldes liderados por João Cândido em 23 de novembro de 1910. A chamada "Revolta da Chibata" foi um movimento contra a alimentação estragada servida aos marinheiros, contra os castigos corporais e o racismo. A tradição brasileira seguia costumes herdados da escravidão e de diferentes esquadras, como a inglesa, que impunha a chibata aos marinheiros.A marinha de guerra brasileira era das mais fortes do mundo à época. Aqueles que duvidaram que marinheiros semi-analfabetos pudessem manobrar uma das mais potentes esquadras do mundo tremeram depois sob a mira de João Cândido, o "almirante negro". Com o governo Hermes da Fonseca recém-empossado e o apoio da população do Rio de Janeiro, o Congresso aprovou as reivindicações dos marinheiros, inclusive a anistia, no dia 25 de novembro.João Cândido confiou na decisão e retirou as bandeiras vermelhas dos mastros. O governo lançou violenta repressão, mesmo sob a reação dos marinheiros, com dezenas de mortes e centenas de deportações. João Cândido foi preso e permaneceu encarcerado durante 18 meses, em prisão subterrânea, sob protesto de políticos como Rui Barbosa. Foi internado em hospital de alienados e, novamente preso e solto, após alguns anos. Tuberculoso, conseguiu restabelecer-se e sobreviver como vendedor do mercado de peixes no Rio de Janeiro, onde morreu em 1969, sem patente e na miséria.A sua memória foi resgatada pelos compositores João Bosco e Aldir Blanc, no samba O mestre-sala dos mares, que levou este nome porque o título "Almirante Negro" não agradou a censura na época.Existe um projeto de lei no Senado que concede anistia post mortem ao almirante negro João Cândido Felisberto.Fonte: Texto de Roberta Amaral (clique aqui)

O 13 de Maio e os 113 Cidadãos Equivocados
O STF (Supremo Tribunal Federal) estará apreciando duas ações de inconstitucionalidade: uma sobre o Prouni e outra sobre as cotas nas Universidades Públicas do Rio de Janeiro. Ambas tem relevância nacional na medida em que abrem um precedente para que outros Tribunais sigam as decisões encaminhadas pelo Supremo através da jurisprudência que será criada. As ações de inconstitucionalidade foram impetradas pela Cofenen (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino) e pelo Partido Democratas (aquele mesmo, ex-PFL, ex-ARENA...).Recentemente, 113 cidadãos (como se auto-denominam) assinaram uma Carta chamada “Cento e Treze Cidadãos Anti-Racistas Contra as Leis Raciais” onde questionam o advento das cotas e o próprio Prouni, programa do Governo Federal que oferece “bolsas” de estudo para estudantes negros e carentes.
Na prática, eles defendem a expulsão de 440 mil estudantes negros e carentes das universidades brasileiras.


Embora se apresentem como “intelectuais da sociedade civil, sindicalistas, empresários e ativistas dos movimentos negro e social”, eles são predominantemente acadêmicos: 80 deles são professores universitários e pesquisadores e, dentre eles, apenas 1 é negro. Curiosamente (e sintomático...) não existem estudantes assinando a tal Carta. Por trás deste movimento todo estão os donos de instituições de ensino superior particulares, que lucram com o padrão de exclusão educacional existente. Interessante notar também que o núcleo dos assinantes da Carta está no eixo RJ, SP e MG, o mesmo núcleo onde os escravocratas mais poderosos e conservadores do país lutaram contra a “Lei dos Sexagenários”, a “Lei do Ventre Livre” e a própria “Abolição” durante o séc. XIX.Os 113 cidadãos tiveram a capacidade de citar o famoso discurso “I Have a Dream” (Eu tive um sonho) de Martin Luther King na Carta. O que é uma contradição (ou uma desinformação), uma vez que o próprio Martin Luther King era a favor de cotas (!) nos EUA. Uma vez ele afirmou que:
“Uma sociedade que tomou medidas especiais contra o negro durante centenas de anos, deve agora tomar medidas especiais à favor dele, para prepará-lo para a competição livre e justa”







A Carta segue cometendo uma série de equívocos. Citam o caso isolado dos gêmeos de Brasília, mas não citam que 3000 alunos seguem estudando normalmente sendo beneficiados pelo programa. As políticas de cotas são uma novidade ainda no Brasil, um instrumento em franco aprimoramento, que ainda não alcançou a perfeição, mas com certeza já beneficiou milhares de estudantes negros e carentes. Atacam o movimento negro como se nós estivéssemos querendo dividir a sociedade brasileira, como se esta já não fosse dividida e nós não fôssemos as maiores vítimas desta divisão! A idéia de “raça” não foi construída pelo movimento negro, mas sim por aqueles que pretendiam justificar política e historicamente a escravidão, pregando a inferioridade do negro a partir de preceitos pseudo-biológicos e pseudo-científicos.
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Sabemos que as cotas não acabarão, por conta própria, com o racismo e a desigualdade no Brasil. Elas são uma medida que, articulada dentro de um programa maior, pode contribuir decisivamente para a superação das desigualdades raciais no Brasil.
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Este texto foi baseado no texto do Manifesto em Defesa da Justiça e Constitucionalidade das Cotas (Manifesto Pró-Cotas)Para ler o Manifesto Pró-Cotas clique aqui (demora um pouquinho para abrir...)Para assinar o Manifesto Pró-Cotas clique aquiPara ler a Carta dos 113 clique aqui




















Capoeira Legends

Uma produtora brasileira de games (Donsoft, clique aqui) anunciou o lançamento do jogo para PC's "Capoeira Legends: Path to Freedom" (clique aqui para ver o site). A capoeira já havia sido explorada em games gringos e em filmes - o interesse pela capoeira lá fora tem crescido... No entanto, pelo que tenho conhecimento, é a primeira vez que um jogo específico com este tema vêm a público.Gumga, do Mocambo das Estrelas, é o protagonista. O ambiente é o Rio de Janeiro de 1828. O jogo teve consultoria de Mestre Vuê, da Escola de Capoeira "Água de Beber". O projeto levou 6 anos para sua conclusão, entre pesquisas e a realização tecnológica


O game promete repercutir. De início, é possível perceber reações diversas, com aprovações e desaprovações do público. Considerando o cenário dos jogos, e o que a criançada tem jogado ultimamente, uma iniciativa como esta pode significar um avanço, até por colocá-las em contato com uma cultura negra brasileira, com a nossa história. Obviamente, pelo pioneirismo e coragem, haverão limitações técnicas, por outro lado. Fora as limitações técnicas, o restante das críticas que eu li se devem muito mais à falta de cultura dos críticos do que à defeitos do jogo...Toda vez que há uma exploração comercial de temas que envolvem a resistência e a luta social existe o risco de descaracterização. Não é o que me parece, ao menos num primeiro olhar. Tive a impressão inicial de que a história toda foi tratada com certa seriedade, dentro dos limites do possível.Pra quem não está acostumado com games que envolvem violência, os vídeos disponíveis no site parecem fortes. Entretanto, perto dos jogos comercializados na atualidade, é uma brincadeira de criança...Não sou muito de jogar, uso o PC pra outros fins... Mas, qualquer militante do movimento negro que tomar contato com o jogo vai sentir no fundo uma vontade de sair "capotando" capitães do mato e feitores por aí...

Dica de Site: DJ Paulão

Quem curtiu as "Sextas Black´s" do Evolução, baladas que marcaram época na cidade de Campinas, não esquece desse nome: DJ Paulão. Além do Evolução, a "rapa do rap" pode conferir o musical deste DJ também na Kraft, no Barril da Máfia e na Zeus, para citar apenas as pegadas de Campinas que eram frequentadas pelos adeptos do movimento hip hop em massa...A noite em que DJ Paulão e Big Martins - outra lenda viva do cenário black campineiro - se revezaram nas Pick Up´s no palco do evolução foi antológica. Respectivamente, especialistas em Samba Rock e Funk, botando a casa abaixo!Um momento que quem viveu, viveu... e que talvez a história não repita novamente...Qualquer grupo de rap sério e que se preze sabe que este nome é sinônimo de uma verdadeira "Enciclopédia" para pesquisas. DJ que é DJ sabe também que o vinil é indispensável, pois além de ser seu instrumento de trabalho para discotecagem, qualquer bom produtor tem claro que pra compor uma base de raiz e ao mesmo tempo original, que traduza um clássico do passado para a linguagem do presente, é preciso beber na fonte.Há quem seja contra o sampler, em geral alegando que é uma deformação, no máximo uma cópia, implicando portanto em uma apropriação indébita, uma afronta ao direito autoral. Na verdade, quem conhece rap a fundo sabe que há todo um trabalho de composição em cima do original, que valoriza a capacidade criativa de cada produtor (geralmente um DJ ou MC), independente da limitação de cada um deles, que muitas vezes não possuem um "diploma de músico". Nós rapper´s prefirimos acreditar que o sampler é uma homenagem aos clássicos, que se tornam eternos nas mãos e vozes de DJ´s e MC´s. Visto o exemplo citado pelo próprio Paulão, quando a música dos Originais do Samba que dizia "Na Subida do Morro é Diferente..." voltou as paradas através da referência que a música "A Fuga" do Xis fez, usando-a como sampler. Ali, a produção de KL Jay foi maestral...Os rapper´s não usam um sampler com o intuito de vender uma falsidade para o público, pois todos sabemos o que é um sampler e como a coisa toda funciona. Não fosse assim, não seria a correria que é atrás dos Isaak Heyes da vida sempre que um Racionais MC´s usa-o como referência. Os americanos já perceberam isso há tempo, não é à toa que Ice Cube e George Clinton já cantaram juntos um rap por lá. Falta nós brasileiros despertarmos para a realidade...Os negros (descendentes de escravos) e os "chicanos" ou latinos (imigrantes ilegais nos EUA) não possuíam condições para estudar música ou mesmo comprar um instrumento, e nem por isso deixaram de exercitar sua criatividade, o que desembocou no que é o rap hoje: ou seja, dos limões azedos, foi feita a doce limonada...O DJ Paulão, que eu tenho o privilégio de dizer que é meu "chapa", me deu um puxão de orelha uma vez que eu sinto que todo rapper brasileiro deveria levar. Existe ainda uma infinidade de obras primas que estão "esquecidas" no fundo de algum baú e que poderiam estar sendo garimpadas. Nós, brasileiros, continuamos buscando as referências americanas enquanto no Brasil há um prato cheio, mas muito cheio mesmo, um conteúdo para vários banquetes na verdade, que corre o risco de ser literalmente devorado pelos gringos, que já estão à caminho. Vide a ultima aparição do Black Eyed Peas, ao lado de Sérgio Mendes em cima de nada mais, nada menos que "Mais que Nada"...Uma dica: não perca tempo, acesse www.djpaulao.com e saiba um pouco mais!

10 Anos sem Tim Maia


A Banda Black Rio comandou uma apresentação em São Paulo, no HSBC Brasil, no ultimo dia 16 (quarta-feira), em homenagem a Tim Maia, falecido a 10 anos atrás. Mano Brown (em foto acima, no destaque) foi um dos artistas convidados. Paula Lima e Toni Tornado também participaram. Coisa rara ver Mano Brown em um evento desta natureza, uma oportunidade única para seus fãs o curtirem em um momento ímpar – sorte de quem esteve por lá... Tudo em homenagem ao velho e bom Sebastião Rodrigues Maia.




A banda Black Rio retomou suas atividades em 1999, com nova formação, liderada por William Magalhães, filho do falecido membro-fundador Oberdan Magalhães. Desde a morte de Oberdan em 1984, num acidante de carro, a banda havia ficado fora de atividade. A banda Black Rio possui quatro discos gravados: o instrumental “Maria Fumaça” (1976), “Gafieira Universal” (1978), “Saci Pererê” (1980) e “Movimento” (2001). Neles os grooves do Funk estão misturados com o Samba, mesclando também elementos de Jazz e Gafieira. Veja aqui o site da banda.

Tim Maia, se estivesse vivo, estaria com 65 anos (completaria 66 no dia 28 de setembro). Recentemente li o livro de Nelson Motta chamado “A Fúria de Tim Maia”. O livro revela um lado de sua vida que é muito triste, citando o consumo desenfreado de álcool e drogas, os problemas com músicos, gravadoras e empresários, e por aí adiante. Porém, é uma grande oportunidade de entrar em contato com a intimidade do cantor, para quem é fã, penetrando no seu universo, descobrindo particularidades de seu processo criativo, de suas inspirações e de sua vida pessoal. Neste sentido, o livro têm um lado alegre e divertido, muito engraçado em diversos pontos, ao contar as folclóricas histórias que fizeram de Tim a lenda que ele é.




Concurso Põe Pichadores Contra Grafiteiros




No dia 11 de março a Prefeitura de Campinas lançou o “Concurso de Arte Livre e Grafitagem de Campinas”. Segundo as manchetes dos jornais locais, o objetivo é “incentivar o graffiti para combater o vandalismo”. Onde se diz “vandalismo”, leia-se “pichação”.

A iniciativa da Prefeitura de Campinas é louvável, principalmente pela envergadura do evento. São aproximadamente 50 mil reais de investimento, conforme anunciado, com premiação que vai de kit de latinhas de spray até uma quantia de R$ 3.000,00 para o 1° colocado, exposição de trabalhos em outdoor's e ampla divulgação na imprensa local (Saiba mais aqui). Não é todo dia que o graffiti recebe um tratamento deste tipo por parte do poder público. No entanto, o Concurso tem gerado muita polêmica, inflando ânimos de pichadores e grafiteiros da cidade, em função do formato e do objetivo adotados. A iniciativa, bem acolhida pela imprensa e por setores da burguesia campineira (em especial comerciantes e moradores do centro), gerou intenso debate e foi alvo de duras críticas por parte de militantes do hip hop.

O graffiti alcançou um status tamanho no Brasil e no mundo que é suficiente para que mereça o investimento do poder público como arte, e não como mero instrumento de combate a um delito, no caso a pichação. É muito comum um pichador se envolver no universo do graffiti e acabar abandonando o “pixo”, fosse o contrário não existiriam tantos grafiteiros ex-pichadores. Porém, este é um processo lento e subjetivo, e não automático como muitos pretendem. O discurso usado pelos organizadores do Concurso, explicitando o processo, colocou pichadores contra grafiteiros, o que, ao invés de incentivar, acaba por atrapalhar a militância dos grafiteiros, dificultando em vez de facilitar que o pichador migre para o graffiti. Além do que, o combate ao “vandalismo” é papel da segurança pública e não dos artistas.Outro ponto a ser refletido é o impacto de um Concurso entre os grafiteiros. A rivalidade é o motor da pichação. O pichador é movido por “ibope” (popularidade), pela adrenalina do risco, pelo “prazer” da agressão, da contravenção e pela disputa com os rivais. O grafiteiro, pelo contrário, é movido pela consciência social, pelo prazer da arte, pela possibilidade de expressão. Ele quer confrontar idéias ou preconceitos e não pessoas ou rivais. O Concurso, ao prever uma premiação e um julgamento dos melhores trabalhos, vai justamente contra a maior vantagem do graffiti em relação ao “pixo”: a confraternização, a socialização. Colocou grafiteiro contra grafiteiro.Os 50.000 reais anunciados como investimento comprariam cerca de 4.166 latinhas de spray automotivo da marca colorgin (a um custo médio de R$ 12,00 a lata - em Campinas - em cores comuns não-metálicas). Seria possível realizar 10 mostras como a de 17 de julho de 2003 (II Mostra de Graffiti de Campinas) que coloriu os muros da SANASA, onde todas as crews que se inscreveram tiveram seu espaço no muro com kit de tintas cedido pela Prefeitura. Em torno de 50 artistas de rua puderam expor seu trabalho em um dia ensolarado de socialização.



Os R$ 50.000,00 seriam suficientes para a celebração de 3 ou 4 convênios, como o que havia na Casa do Hip Hop em 2003, garantindo oficinas de Graffiti, MC, DJ e B. Boy (com 4 oficineiros ganhando R$ 800,00 por mês) por um período de 1,5 a 2 anos!
Quem conhece a realidade das ruas de perto sabe bem como funciona a repressão aos pichadores. Em geral, a polícia, quando pega em flagrante, espanca e picha o rosto e o corpo dos pichadores, que são na maioria menores de idade. Todas estas ações, que em tese visam a repressão, pelo contrário, servem de combustível. É como apagar fogo com gasolina. Pra quem cultua e vive do risco, a repressão, da forma como é feita, torna o picho ainda mais instigante...
O poder público não compreende o mundo do “pixo”. As pichações que existiam antes dos anos 90 em Campinas, de conotação política (tipo: abaixo a ditadura! ou diretas já!) ou pessoal (tipo: fulana, eu te amo!) não possuem nenhuma relação com o movimento que acontece atualmente. Eram manifestações isoladas, comparadas com o “pixo” atual. O universo do “pixo” é um mundo paralelo, uma organização com rituais próprios, hierarquia rígida e código de conduta próprio. De tão organizada, se espalhou como uma praga debaixo dos nossos narizes, sob a omissão do poder público. No ponto em que chegou, é difícil imaginar que


Esta situação somente será revertida quando o poder público buscar entender as motivações, os caminhos e as razões mais profundas que levam um adolescente chegar ao ponto de se tornar um pichador, se submetendo a exposição dos riscos que a noite apresenta. Porque estes garotos não estão na escola ou trabalhando? Este é um drama que tem raízes sociais. O “pixo” é uma consequência direta do caos urbano e da exclusão social que o capitalismo gerou. Um plano de prevenção deve considerar o trabalho em conjunto da cultura com a assistência social, a educação, a saúde, o departamento de urbanismo, etc., de forma integrada.
É papel do poder público considerar a sociedade como um todo em suas políticas, e não apenas um setor X ou Y. A condição dos garotos pichadores deve ter prioridade sobre os anseios por “limpeza” da burguesia. No ano passado, um garoto morreu após cair de um prédio e não se viu tanta mobilização em torno do problema. Por mais que a questão da limpeza possua a sua legitimidade – devo reconhecer – ela se torna uma questão menor quando o assunto é uma vida humana.
Os pichadores encontram no “pixo” muito do que a sociedade não oferece a eles, como aceitação, auto-estima, identidade, socialização e diversão. É o lugar onde eles alcançam algum reconhecimento. É onde eles desenvolvem um sentimento de pertencimento. Cabe ao poder público e a sociedade “disputar” o destino destes garotos, tratando a questão como um problema social e não como um caso de segurança pública.